quarta-feira, 5 de junho de 2013

Momenta

The here where I am
The wind wont come
The Light yet aint
And the fast moment of imagination
The hope carries away
And it brings memories of darkness within

The gloom the impatience gazes
Here just where I am
The longing aint
Goodness the lonelyness forsakes
When whispered whistles
Of sadness cradles
The lume of this wavy
Illusion...
 
 
 
 
 
Maggour Missabbib, 5773
 
 

terça-feira, 12 de março de 2013

E a noite chega

E a noite chega
Quando o riso sai
Quando o sol se esconde
Quando o fôlego se esvai
E o pranto chega
Luzes e verdades se apagam

E a noite chega
Calma e sorrateira
Envolta de negro escravizante
O lume da esperança obscurece
A lua falsa e feia cintila
Acima do horizonte...

E a noite chega
E o calor em frio
A coragem o semblante
O fervor e o brio
O diverso e o semelhante

Quando chega a noite
Termina o dia
Começam temores
Aumentam as dores
Sob o manto escuro
Melhores amores

E a noite chega
E a lua navega o mar negro
Do céu em breu

E a noite chega
Então eu não mais sou eu
Até o dia o sol trazer
E a noite vai
E, volto eu.

Malkah, 5773

quarta-feira, 6 de março de 2013

Dois pequenos lumes

As luzes daquele entardecer
feneceram breve,
Sua face desapareceu
Sob o negror da noite
Ao longe,
Como estrelinhas,
Dois pontinhos brilhosos
Anunciavam o caminho
Eram seus olhinhos vivazes
Que me guiavam
Ao novo encontro
Caminhei pela alameda
Sobre a relva úmida
Que exalava frescor outonal
A distância entrecortava o sentimentos
E o afago esperado
Não chegou...

Malkah, 5773

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ui! vEnTo VaTe‏


O vento fofoqueiro à meia noite sussurrou
Trazendo lembranças tuas
Cantou à minha varanda o vento cálido
Silvou suave e triste às frestas da janela
Uma serenata lúgubre chamava-me a sair
 
Repliquei: não és tempestade ou ventania
Mas, assolas o coração.
Porventura tens notícias dela?
A sibilante brisa fluía entre as ramagens
Ignorando a tristeza, assoprando a mensagem.
 
De longe venho, guiado pelo lume,
Dela não trago palavras
Apenas lembrança e o perfume.

Maggour Missabbib, 5773

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Eu e a imagem do ar

Na minha imaginação o vento transpassa meu corpo
Na realidade o meu corpo se dissolve com o ar
Na minha visão o mundo é feio e hostil
No mundo, o hostil e feio sou eu

No meu sonho posso tudo
No ato sou impotente  sempre a sonhar
No meu pensamento todos os caminhos me conduzem
Na caminhada me perco em delírios

Corpo e imaginação, dissolve-se o feio hostil
O sonho do impotente atualiza meu pensamento
Meu caminho de delírio conduz-me a vida!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Ur Voice n Ur Smile

Numa diminuta cela, livres
Os seus olhos e seus lindos lábios,
Sua risada doce e macabra
Sua sedutora voz,
O falar como um canto

Percorrendo meu sentir
Ribeiro turbulento e emoção
Ilhou-me os desejos aflorados
Minha voz secou-se na rouquidão
Em meu pensar cativo e lânguido
Instou memórias do amanhã
Róseas faces num convite ao beijo
Ontem esquecido

E em meio a esta suave ilusão
Navegou-me o prazer
Certo de ir a lugar nenhum
Onde pudesse afagar a pétala
Nívea e perfumada
Tenra, tímida e túmida
Rompeu o estrondoso e sutil
Olá, como vai?

Malkah 5773



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Palavrão e beijo e vinho

Quero um beijo de tua boca
Uma garrafa de vinho
E um palavrão.

E sentirei:
Do beijo lábios
Do vinho embriaguez
Do palavrão elogio.
 
E farei:
Da maledicência uma canção
Da borrachice um poema
Dos lábios a lascidão.

Do palavrão e do vinho uma orgia
Da botelha um adorno
Da boca um sussurro.

E provarei:
O buquê dos lábios teus
A verdade na botelha
O elogio da imprecação.

Da boca lasciva uma mordida
Da bebida um frasco de veneno
Da palavra uma carícia.

Eu sou deprecação e elogio,
Mentira sóbria e mordida,
E, ósculo envenenado.

Quero teus lábios veludosos
Quero botijas dos teus aromas
Quero a mor palavra que existe!

Dó(r)...

Maggour Missabbib

5772