É forte como árvore d’aroeira,
Marca de
sua presença à natureza.
Ela tem
pernas grossas
Cabelos
desgrenhados acaju,
Bunda
empinada, lábios carnudos,
Olhos
negros maquiados,
E dentes
brancos, faltando um.
Acosta-se
ao som da cachoeira
Seu
feminil ardor, do sol, beijada.
Macho
algum lhe é suficiente,
Nenhum
contém-lhe o fragor.
Ela de
doces olhos belicosos,
Tem a fervura
que gera, envolve e nutre.
Seus
espias embasbacam-se entre arbustos,
Enquanto a
diva afaga o corpo apetitoso,
Passeando
as delicadas mãos sobre o rosto,
E, de
quando em vez, a pube róscida, acarinha.
Entumece
o mundo macho, a vista bela,
Que
a serena imagem, à paisagem, acrescenta.
Seu
dulçor, suas fantasias se espalham
Sobre
a pradaria, descendo a ribeira;
O
calor da rapariga sobe os montes,
Seu
perfume inebriante singra os mares,
E
os mastros elevados, acaricia.
A
rapariga é seivosa e pulsante,
Deliram
marujos há muito errantes,
Que
não sabem dela, os desejos,
Nem
podem com seus casos dá-lhe alcance,
Até
que bela de seu leito se alevante,
Com
rubra tez, seios fartos e lábios grandes,
Sem
tino, nem destino, nem má-fama.
Ela,
displicentemente, arrelia
O
cobiçoso raparigo delirante
Que
sem ela nada pode,
Sente
muito,
E
menos fofa...
Maggour Missabbib, 5774
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