quarta-feira, 25 de março de 2015

Nua lua no mar

A lua no mar
O mal na vida
O vento no rio
A solidão na rua
O quarto vazio
O vácuo da esperança
A presença do sol
Numa fresta de luz
No escuro do quatro
No vazio das horas
E as corredeiras do rio
Lavando a solidão
Que inveja a lua
No mar desta vida
Onde ventos e lumes
Desvelam-na
Nua...

Malkah, 5775

quinta-feira, 19 de março de 2015

Qualqueira



Se uma hora qualquer de um dia perdido,
Antes que as sombras cintilantes possam apagar nossas ilusões;
Na vespertina luz sob o dobrar dos sinos,
Antes que os lençóis despenquem das varandas.
Uma, ora, qualqueira, que queiras entre ocaso o caso e a matina.
Do jeito que a liberdade permitir;
De um tanto que não transpasse a medida da nossa querência...
E, se o raiar do dia os surpreender e quiseres vir ou ir,
Seja o que for, é assim que o aprazível embala em lascivos seios...
Quando desnuda nosso secreto,
No cair das trevas sobre veludo de tua pele,
No campo, sobre a relva orvalhada,
Passa a madrugada e os lábios umedecidos,
O coração letárgico, as palavras soltas e o vento;
Gira o mundo e as horas mortas matutinas
Levam amantes pelas várzeas dos prazeres
E, qualquer hora dessas que não se espera,
A presença da ausência dá saudades
E afaga e beija e embala
Amordaça o gemido boca à boca
E, depois da suave madorna da aurora...
Túmida a flor desvirginada.


Malkah,

5772

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Versos turvos

No meu grande medo,
De ter medo
De que tenhas medo de mim
Faz-me publicar em turvos versos
Minha límpida intenção
De te querer.

Na desesperada ânsia,
Quero que queiras que te queira
Porque quero que me queiras te querer.
E, refúgio o náufrago não alcança,
Se as vagas do desejo o despedaça.

Na desilusão de um instante,
O túmido corpo jaz tremente
E a sombra da saudade intrusa
Convida ao descanso permanente...

Súbito, os segredos revelados
Da límpida e tensa pretensão
Na tormenta das palavras, repedida
Explode via abaixo um vulcão.

Maggour Missabbib, 5773






Nívea ilusão



Na nívea neve da paisagem
Da aveludada superfície da amante
Dimana cálidos aromas
Invitando ao prazer

E o amante cobiçoso
Do néctar latente nos montículos
Afronta a liberdade e, ímpeto,
Deleita-se na fenda felpuda do amor

Então, lascivos braços a se transarem
E a voz da inconsciência anunciar
Que vão a este vale de súbito
E, tudo quanto quero
É ilusão...

Malkah, 5775

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Il tempo migliore per amare

Few days ago I had thought singing this song for you, but when you said that dreamt about it and something happened... 

Sono un uomo che conosce l'amore per te. Tu sei una bella fior ma che no voglia restare in mi giardino di piú. 




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

D'aromas d'amores

Aqui neste campo florido
Minha ninfa passeando esparge olores,
Acima no elevado da colina,
Namora o sol, a relva orvalhada.
Doce festim da noite vultosa
À sombra da lira aluada.
Favónios espraiados peles nuas
Lívio néctar a derramar-se do rochedo;
Aroma de romãs e de venenos;
Vidrinos olhares penetrantes
D’Ilusões d’afagos ofegantes
D’Amante d’amores e de prazeres.

Malkah, 5773

Amei dormi Amei

Floridos olores
Da colina orvalhada
Em noite umbrosa
De Viola nua e
Pele enluarada
Do rochedo o veneno
Penetrante
D’ilusão afagos
E de prazeres
Recostei-me
Amei,

Dormi...
No colo perfumado da flor
Aromas e romãs
Gotículas e folhas
Acorda, amor!