quinta-feira, 25 de maio de 2017

Brevemente Quintana, Quental?

Brevemente Quintana, Que Tal?

A brevidade,
Uma iguaria da vida,
Uma prosa desfrouxada,
Lamparina na ventania.
Furacão é aliança,
Olhar cego de tormenta,
Diferindo-o da esperança.
Igualzinho é o amor,
De por dentro, só bonança
Por de fora, somente dor
A vida...
Rosa desabrochada,
Calma breve
Na tormenta em flor,
Amor é confiança,
Que viceja no vendaval:
Por de dentro,
Um poema de Quintana
De por fora,
A poesia de Quental.


Malkah, 5777

L'amour à brunante

Le Déclin du Chance

Au tombée du jour,
elle m'a envoyé une petite note d'amour,
de courtes lignes courbes,
en disant - l'amour
une brève caresser d'hasard
dans un cas d'une long douleur.
Au lever du jour
les vestiges du hasard
ont tourné l'amour dans le cas
et la brunante dans un fleur.


Idéation et trahison par: Malkah, 5777

Ocaso do Acaso



Ocaso do acaso

Ao entardecer,
mandou-me, ela, uma cartinha de amor,
de curtos versos curvilíneos,
dizendo: amor
é um breve afago do acaso
em um longo caso de dor.
Ao amanhecer,
os resquícios do acaso
 tornaram o amor em caso
e ocaso em flor.

Malkah, 5777

Lettera d'amore

Le Déclin du Chance

Au tombée du jour,
elle m'a envoyé une petite note d'amour,
de courtes lignes courbes,
en disant - l'amour
une brève caresser d'hasard
dans un cas d'une long douleur.
Au lever du jour
les vestiges du hasard
ont tourné l'amour dans le cas
et la brunante dans un fleur.


Idéation et trahison par: Malkah, 5777

domingo, 16 de abril de 2017

Partes de mim

Quando partes de mim,
Partes de mim se partem.
Algo de triste fica
Quando sem teu beijo
Fico partido
Entre desejo e saudade.

Partes de mim
E levas contigo
Partes de mim
Em partes, desejos
Deixando saudades
De partes de mim
Que, partindo levaste.

Se voltas pra mim
Voltas a 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Escombros de Eros

Arquivada, nos escombros da inconsciência,
A paixão, de felholho, polvilhada e carcomida de traças.
Uma sombra úmida e bolorenta da face dela,
Como um retrato dadaísta, torto, na parede infiltrada,
Do quarto oblongo, de uma mente torpe.
O pedido devido, suplicante da atenção, dela denegado,
Carimbado de escarro, na gaveta emperrada da lembrança.
Entulhos de nós, no mesmo piso lameiro de desejos,
E, só, num canto, o lamento de perde-la
Perdido na memória vaga e fosca de seus olhos.
Uma fresta ínfima invade, lânguida, o som de sua voz
E, curiosa, a mente vaga no turvo esquecimento desse eco.
Cobertos de engano, os momentos,
No cômodo cerrado da consciência oca.
Pois, no lar de abandono asilado, o amor,
De Eros, em puro tempo de prazer e delírios,
Ora, diluído sobre túnica escura e pesarosa da alma fria.
Que flui gotejante e perturbada e insone,
A feminilidade sinistra e feminista inculta
Plantada num corpo cinzento arroxeado
Pela asfixia da compostagem da mentira.
A indigna saudade, enterrada com ossos putrefatos da beleza de amar
No poema fétido do enamorado vilipendiado
E, no sono lancinante, post vitam
Restaura-se a desilusão fumegante
Sobre o chorume licoroso do abraço da ausência
Della donna.



Maggour Missabbib,

Agosto, 2015.

Tarde ou Cedo

É tarde,
Vedada, a verdade.
E tua voz já sem tom,
No madrigal, é-me insolente
E, à tarde, o turturino
Das lamentações destoa
Das lembranças...

É muito tarde,
Embora ir, não é razão,
Ficar, porém, insulta,
E, no arrebol, os sons tocantes,
O encantamento, despem,
Solene, alegrias...

Já era noite,
Sorrisos e desencantos,
No abraço da escuridão,
Envelopada foi, a voz,
Que desvelava o prazer
E, amanhã, silêncio só...

É cedo,
Não vai, embora, a saudade
Só ficará,­ ausência,
Se liberado,
O querer...



Malkah,
5777